Vender ou comprar casa nem sempre é um processo linear. Há imóveis que encontram rapidamente o comprador certo e outros que exigem mais tempo, mais estratégia e um acompanhamento próximo em todas as fases. Nesta conversa, Paula Moreira fala com a cliente Gisela Mourão sobre vários processos que viveram em conjunto com a PMR Imobiliária: desde vendas mais demoradas até negócios fechados em poucos dias, passando também por recomendações que nasceram da confiança construída ao longo do caminho.
Ao longo desta partilha, percebemos como o acompanhamento, o feedback constante e a experiência da equipa fazem toda a diferença, tanto para quem vende como para quem compra ou investe.
Paula Moreira (PM): Olá, Gisela. Muito obrigada por estares aqui connosco a falar-nos sobre os teus processos com a PMR. E era mesmo isso que queria perguntar: ainda te recordas como é que começámos este nosso caminho juntas?
Gisela Mourão (GM): Acho que começámos pelo Tojal. Foi o primeiro processo. Porque eu tinha a ideia do Home Staging também. Tu fazias o Home Staging e foi também um bocadinho por aí que nos chamou, além de ir seguindo o vosso trabalho.
PM: A Gisela é minha amiga pessoal de família, através dos nossos maridos, e já tinhas um imóvel para venda, certo? Do teu pai, através da atividade profissional dele. Tinhas comprado, remodelado e vendido. É aqui uma das áreas que temos acompanhado. Mas já estava há algum tempo para venda e foi ali o Home Staging que te fez chegar até nós.
GM: Foi um bocadinho, porque nós tínhamos começado com outra imobiliária que nos tinha vendido e que tinha acompanhado o processo quando comprámos. E tinha corrido bem. Faltavam algumas peças, precisava de umas licenças da câmara e algumas coisas... correu bem. Criou-se ali um compromisso com eles e o meu pai disse que se tinha de cumprir. Mas, durante aqueles seis meses, eu tinha aquela sensação de que nada estava a avançar.
PM: E foi um processo connosco que não foi fácil, que demorou algum tempo. Eu recordo que começámos ali o primeiro mês com a casa como estava, porque queríamos metê-la no mercado muito rapidamente e havia ali um compromisso. Na altura, recordo-me que tínhamos uma data: se até dia X nada acontecesse, iríamos avançar para o Home Staging. E a casa passou por esses períodos todos. Colocámos no mercado, fizemos o Home Staging e, depois, o que é que foste sentindo ao longo deste processo?
GM: Bem, mesmo tendo sido um processo demorado, senti sempre acompanhamento — que era uma coisa que eu não sentia anteriormente. Durante aqueles seis meses [com a outra imobiliária], eu não sabia muito bem de nada. Muitas vezes tinha de pedir feedback e não sabia nem quantas visitas houve, quais eram os pontos fracos, o que é que as pessoas não se identificavam, ou se seria uma questão de valor. Acho que, nessa altura, nunca chegámos a baixar o valor; portanto, foram ali seis meses um bocadinho no vazio. Convosco, sempre senti o acompanhamento, independentemente de ter sido um processo demorado.
PM: Tivemos mais ou menos seis meses, digo eu. Seis meses até encontrar o cliente, com algumas peripécias pelo caminho devido às áreas, era uma casa que tinha as suas especificidades. Vários clientes avançavam, fechávamos o valor, mas depois, por um ou outro motivo, lá aparecia um pai ou uma mãe que achava que era melhor não avançar. Os preços já vinham a subir, mas ainda não apanhámos este "boom" dos últimos meses. Vendemos em janeiro de 2025, fez agora um ano. Recordo que fizemos a segunda visita no dia 31 de dezembro. A consultora que te acompanhou, a Rosário, tem sempre uma brincadeira com o 31 de dezembro, diz que alguma coisa acontece sempre e ela fez a segunda visita nesse dia. Conseguimos angariar a casa em abril ou maio e a casa acabava o contrato em janeiro. Por isso, muito obrigada por essa confiança e pela renovação, porque às vezes há casas levam mais tempo para conseguirmos vender pelo melhor valor.
GM: Nós também confiámos em vocês para nos dizerem se era uma questão de valor ou se haveria outra questão. É uma coisa que nós valorizamos.
PM: Tínhamos de chegar ao cliente certo, que valorizasse o que tínhamos e o espaço exterior. Sabíamos que era uma grande vantagem. É uma aprendizagem. E, pelo caminho, apareceu logo a primeira recomendação, não foi? Chegou-me um cliente e disse: “Olha, falei com a Gisela.”
GM: Era o João, que já conhecias. No dia 31 de dezembro, quando a Rosário me ligou, eu estava em Madrid com o João. Eles estavam com a casa para alugar e eu disse: “Tens de falar com a Paula”.
PM: E era uma casa que já estava fechada há uns tempos.
GM: Sim, porque ele já tinha ido para a Suíça antes e, depois, seguiu-se a passagem para Madrid.
PM: E surge aí a primeira recomendação. Muitas vezes perguntamos aos clientes o que os levaria a recomendar-nos e aí já estava uma resposta, não é? Já fizeste essa recomendação num processo que também finalizámos, mais um processo um bocadinho demorado.
GM: Para eles também, porque estão a morar fora. Tudo isso foi importante. Acho que os clientes precisam de perceber o que é ter alguém de confiança que acompanha e dá feedback.
PM: E, depois de processos demorados, apareceu um processo relâmpago.
GM: Super rápido! Com obras e tudo, foi o Algueirão. Precisou de umas obras que, entretanto, foram feitas e vocês conseguiram vender.
PM: É verdade, isso é uma das vantagens dos parceiros que trabalham connosco.
GM: Tive de conseguir preparar a casa em tempo recorde durante o verão, pois tinha ligeiras infiltrações.
PM: Sim, tratou-se de tudo: orçamentos, obras... foi um preço muito bom face ao que a proprietária esperava. Depois, foi uma casa que esteve três dias para venda: quatro propostas, três clientes chateados porque tinham perdido a casa. Foi o oposto do Tojal. Não foi necessário fazer Home Staging; havia vontade de ser um processo rápido e não quisemos avançar com isso naquela altura. Uma casa onde já apanhámos esta subida de valores, hoje venderíamos por um valor mais alto, certamente, mas que teve a particularidade de, na altura, me perguntares: “Então, como é que isto se desenrola agora?”. Porque foi uma casa que veio com a avaliação bancária abaixo do preço, recordas-te? Todo o trabalho feito permitiu que a proprietária percebesse que os clientes iam comprar na mesma, porque aquele era efetivamente o valor de mercado. Às vezes os bancos andam mais cautelosos porque os preços estão em alta. E agora estás a passar pelo processo inverso: queres comprar e é difícil encontrar imóveis ideais para o teu negócio de compra, remodelação e revenda. Mas o próximo há de aparecer!
Gisela falta ouvir-te sobre mais um processo. A Gisela tem sido uma das clientes que mais nos recomenda. Falta-nos um dos rápidos! Eu tenho um gostinho especial pelas angariações e pelos proprietários e, coitados dos compradores, acabo por me esquecer deles (risos). Mas este também foi um processo diferente. Fala-nos tu.
GM: Esse processo foi de uma amiga minha que estava à procura de casa porque vivia num arrendamento e ia ter um aumento súbito de renda. Ela achou que estaria na altura de comprar. Começou à procura, ia vendo umas coisas e eu disse: “Não, espera! Se estás à procura, vais falar com a Paula. Se já tens as áreas filtradas e ideias de valores, tens de perceber se isso é exequível em Lisboa, se consegues o empréstimo... tens de te salvaguardar antes de estares a ver casas no Idealista. Tens de te aconselhar com quem sabe e tem experiência.”
PM: E é engraçado que a cliente conseguiu fazer uma excelente compra. Comprou uma casa que, hoje em dia, custaria mais 100 mil euros. Ela contactou-nos em abril e disse: “Tenho um ano para comprar”. Tínhamos até abril de 2026 para encontrar a casa ideal com calma. Começámos pela intermediação de crédito para analisar o orçamento e depois tivemos a consultora Rosário a acompanhar. Ela acabou por comprar em dois meses! O que era para durar um ano resolveu-se rápido. Já fez obras e as fotografias estão espetaculares. Já sei que deve ter ali o teu dedo e o teu feedback.
GM: Exatamente, dei ali umas ideias. Ainda não a vi finalizada.
PM: Eu já vi fotografias. O sótão ficou muito giro! A Joana vai estar connosco na próxima conversa para falar sobre a experiência dela e terão oportunidade de ver do que estamos a falar. Mas aí tivemos um processo de compra onde, embora houvesse tempo, foi vital a cliente confiar em quem conhece o processo. Se ela tivesse ido com a calma que pensava, hoje estaria a pagar mais 100 mil euros pela mesma casa em Alvalade. Às vezes temos tempo, mas o certo é avançar no imediato, não é? Muito obrigada por mais essa recomendação. Já temos duas casas tuas vendidas e a recomendação de vários clientes. Vamos para os próximos! Tens alguma mensagem final para quem nos ouve e tem dúvidas sobre vender ou comprar?
GM: Acho que devem contactar a PMR e falar com a Paula e com todos os colaboradores. São pessoas de confiança, com experiência e que dão sempre feedback, quer os processos sejam demorados ou rápidos. Sentimo-nos sempre acompanhados.
PM: Mesmo quando não temos nada de novo para dizer, não deixamos de ligar, verdade? Isso é o mais importante na relação com o proprietário.
GM: Mas nunca é "nada para dizer". Mesmo quando não há propostas, temos sempre a folha de contactos, as mensagens, o número de visualizações... temos sempre dados para analisar.
PM: Há sempre coisas para analisar.
GM: Coisas que vocês analisam e fazem. Há trabalho a ser feito, mesmo que não se vejam os resultados imediatos.
PM: Às vezes não há visitas nem propostas, mas o trabalho é muito e tem de ser transmitido ao cliente.
GM: A minha mãe no outro dia até disse: “Olha, o Tojal está à venda outra vez!”.
PM: Não está! Era apenas uma revista antiga com o histórico. Acho que os clientes do Tojal estão muito contentes e não vão querer vender tão cedo! Muito obrigada, Gisela!



